O pensamento estratégico é a arte de criar estratégias com efetividade. Pensar estrategicamente e agir operacionalmente significam dominar o presente e conquistar o futuro. Visam superar os adversários, sabendo que eles estão tentando fazer a mesma coisa que a organização ou seus gestores se propõem.

O raciocínio estratégico inteligente em diferentes contextos continua sendo uma arte. O pensamento estratégico está fundamentalmente nas premissas da estratégica e na ciência da administração. Está relacionado com intenções empreendedoras e criativas sobre uma organização e seu ambiente, por meio de atitudes de pensar nas atuações futuras das organizações (MINTZBERG, AHLSTRAND:LAMPEL, 2000).

A ciência do pensamento estratégico chama-se “teoria dos jogos”. Os jogos nesta teoria não desde jogar xadrez até criar filhos, de jogar tênis à transferência de controle acionário de uma organização, de controle de armar a controle das informações privilegiadas de uma empresa; de escalar uma equipe de futebol a selecionar gestores departamentais.

Todos os gestores precisam pensar estrategicamente tanto no trabalho como em casa. Gestores de organizações precisam usar boas estratégias de competição administrar seus departamentos, alinhados ao pensamento central definido pelo conselho de administração.

Os conselheiros ativos devem pensar estrategicamente e assumir o comando de uma organização e assumir responsabilidades sobre o futuro de uma empresa e compartilhar suas linhas de pensamento de um modo sistemático para que todos sigam em busca da perenidade empresarial.

Assim como os técnicos de um time de futebol, não entram em campo e nem tocam na bola, eles tem o poder de escalar os melhores jogadores e que terão condições de definir em questões de minutos entre empatar, vender ou perder um título de campeonato.

“Quem não se lembra da atitude no mestre “Zagalo” na copa de 1994, quando os jogadores já exaustos após a prorrogação tiverem de enfrentar os pênaltis contra a famosa seleção da Itália, e o nosso auxiliar técnico dirigiu-se aos jogadores e estimulou individualmente os escalados a baterem o pênalti e o resultado foi implacável, e saímos vencedores”.

Nenhum planejamento estratégico ou administração estratégica terá sustentação se os lideres responsáveis pela macrodecisão da organização não assumirem a responsabilidade do pensamento estratégico.

Quando os gestores estiverem pensando estrategicamente, será necessário que tenham raciocínio sistêmico amplo, do máximo ao mínimo e vice-versa. O raciocínio estratégico pressupõe todo um “sexto sentido”, para se diferenciar os gestores e identificar se os mesmos possuem um sendo de pensamento incomum dos demais. (OLIVEIRA, 1999).

É comum ouvir dizer que a necessidade de pensar estrategicamente é das grandes organizações, porque as pequenas deveriam buscar outras rotas de crescimento. Isto prática reflete uma acomodação a mudança e falta de vontade de assumir um pensamento crítico e analítico; primeiro porque assumir responsabilidades incomoda pelo medo do fracasso e pensar estrategicamente simplesmente “dói”, sendo mais comum e cômodo manter-se na inércia e viver procurando culpados por decisões não planejadas na facilidade de assumir a teoria do mercado ao invés a teoria do planejamento.

As pequenas e médias empresas precisam valer-se do ambiente competitivo e por isso precisam atuar de maneira clara, com objetivos bem definidos e balizadas em posições que possam der defendidas. Isto é estratégia. Pensar estrategicamente implica em analisar, primeiro, o próprio negócio (PORTER, 1990).

Como a prática de jogar xadrez, a estratégia é constituída por aspectos posicionais de comportamentais (psicológicos, sociológicos e antropológicos). Muitos enxadristas denominam o estilo do jogo onde predominam as estratégicas como “jogo posicional”. Há uma orientação para se pensar estrategicamente enquanto se aguarda o lance do adversário e se pensar tática e operacionalmente quando chegar a vez de fazer o lance (MOURA, 1998)

Fonte: Planejamento estratégico público ou privado – guia para projeto em organizações de governo ou de negócios. Autor: Denis Alcides Rezende – Editora Altas.

Com adaptações por Alexandre Wander

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