O fluxo de caixa no modelo indireto apresenta de modo sincronizado as relações entre os principais demonstrativos financeiros: O Balanço Patrimonial e a Demonstração do Resultado do Exercício (DRE); evidenciando o motivo que o Caixa se alterou decorrente das “origens” e “aplicações de recursos”, no seu modelo estrutural do:

  1. FLUXO DE CAIXA DAS ATIVIDADES OPERACIONAIS
  2. FLUXO DE CAIXA DAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTOS
  3. FLUXO DE CAIXA DAS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTOS

Resultado nos aumento ou reduções líquidas de caixa.

Abaixo apresentamos o Balanço Patrimonial e a DRE da Fíbria, decorrente das suas operações realizadas durante os anos de 2015, 2016 e 2017 e a elaboração do FLUXO DE DE CAIXA na utilização do modelo indireto, com prévia avaliação, na utilização do modelo acadêmico, a título de ilustração prática aos nossos alunos.

Modelo do Fluxo de Caixa Indireto considerando os investimentos líquidos de imobilizado:

Podemos analisar que no ano de 2017 a FÍBRIA apresentou um lucro líquido no valor de R$ 1.093 milhões e procedeu gestão de controle no capital de giro do curto prazo resultando em “origens de recursos” no valor de R$ 176 milhões e reduções no seu capital de giro de longo prazo através de “aplicações de recursos” no valor líquido de R$ 143 milhões; contribuindo para um FLUXO DE CAIXA OPERACIONAL no valor de R$ 2.566 milhões. Porém, a empresa vem adotando políticas de crescimento na sua produção e procedeu investimentos líquidos da depreciação no IMOBILIZADO no valor de R$ 1.994 milhões, resultando num FLUXO DE CAIXA das ATIVIDADES DE INVESTIMENTOS no valor de R$ 2.033 milhões. Como foi necessário de efetuar pagamentos de juros no valor de R$ 1.039 milhões e pagamentos dos dividendos obrigatórios no valor de R$ 261 milhões, foi necessário a empresa recorrer a novas “origens de recursos” provenientes dos BANCOS no valor de R$ 3.146 milhões, sendo R$ 554 milhões no curto prazo e R$ 2.591 milhões no longo prazo, resultado num AUMENTO LÍQUIDO DAS ATIVIDADES DE CAIXA no valor de R$ 1.977 milhões.

Resumo: Todo esforço do FLUXO DE CAIXA OPERACIONAL foi consumido por investimentos de crescimento no ATIVO IMOBILIZADO, o que levou a empresa e efetuar novas captações de recursos financeiros através dos BANCOS.

Modelo do Fluxo de Caixa Indireto considerando os investimentos bruto de imobilizado:

Os comentários são semelhantes ao do FLUXO DE CAIXA sem considerar o efeito da DEPRECIAÇÃO; exceto o aumento no FLUXO DE CAIXA OPERACIONAL com o retorno do efeito não caixa da DEPRECIAÇÃO e no investimento BRUTO no IMOBILIZADO.

Um bom estudo

Prof. Alexandre Wander

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