Análise técnica versus Análise fundamentalista

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Analisar empresas que operam na bolsa de valores exige critério e cuidado pois estamos tratando diretamente com as nossas economias visando vislumbrar um aumento do nosso capital.

Entre os modelos usuais temos a análise técnica (ou grafista) e a análise fundamentalista.

1) ANÁLISE TÉCNICA

O primeiro modelo em suas virtudes podemos intitular como sendo o mais prático e de fácil interpretação; e reflete de imediato o sentimento do investidor em relação ao desempenho empresarial; capturando o “sentimento” do investidor em relação a um determinado ativo, as “ações” comercializadas no mercado de capital, na BOLSA DE VALORES nos seus movimentos de subidas e descidas.

Na sua linha de pensamento procurar-se identificar o “suporte” e a “resistência” das movimentações das ações no momento atual em relação ao momento passado; que pode ser de:

  • De um dia;
  • Uma semana;
  • Um mês;
  • Uma ano e assim sucessivamente;

E a quantidade que os investidores estão comprando ou vendendo suas ações na data de hoje.

Vamos na prática: Tome como exemplo, o gráfico abaixo da PETR3 considerando suas movimentações até a data de 24/11/2017, , tendo como data inicial o ano de 2013.

Capturar

Verificamos graficamente o ativo a “PETR3”

  • Valor inicial do ativo em DEZ/2013 era de R$ 18,39
  • Valor máximo do ativo ocorreu em AGO/2014 em R$ 22,29
  • Valor mínimo do ativo ocorreu em JAN/2016 em R$ 6,25

Os olhos da análise grafista o ponto mínimo já foi deixado para traz e feliz os investidores que compraram ações no ponto mínimo no valor de R$ 6,25, porém a ação ainda não atingiu o seu valor máximo de R$ 22,29; e que ao seu valor atual de R$ 16,55 a ação encontra-se em movimento de subida em busca do seu valor máximo de R$ 22,29; construindo assim novos períodos de valores “mínimos” e  “máximos”; ou de suporte e resistência.

Entre alguns parâmetros da análise técnica, acompanhar as noticias do mercado investidor ou comprador em relação ao ATIVO é essencial; pois num único dia o valor da ação pode, por exemplo ter uma valorização ou desvalorização significativa e os “imediatistas” ou “iniciantes”; compram ações no momento que seriam de “venda” ou vendem ações no momento que seria de “compra” e abandonam o pensamento de investir na bolsa de valores.

Resumindo: em relação a análise técnica ou grafista não temos muito a escrever e outros pormenores resume-se em acompanhar intensamente os movimentos de subida ou descida do valor de um determinado ativo entre os seus valores máximos ou valores mínimos (suporte ou resistência) em relação ao movimento do mercado.

Dentre os modelos de gestão ou análise temos duas linhas de pensamento:

  1. A teoria do mercado;
  2. A teoria do planejamento.

A teoria do mercado consiste em avaliar como o mercado comporta-se em relação a um determinado ATIVO na utilização plena dos indicadores do mercado desenvolvidos por estudiosos do mercado;

2) ANÁLISE FUNDAMENTALISTA

A teoria do planejamento consiste em entender os fundamentos de como a empresa vem construindo ou destruindo o seu valor de mercado na utilização plena de indicadores financeiros desenvolvidos por estudiosos acadêmicos.

Nas faculdades de ensino somente é aceita a teoria do planejamento; pois nas monografias de conclusão de cursos de graduação; nas dissertações de mestrado e nas teses de doutorados o que prevalece é o pleno entendimento da teoria do planejamento na aplicabilidade dos conceitos amplamente estudados nas instituições de ensino

No Brasil podemos mencionar a USP-SP; a PUC-SP entre outra universidades de renome e nos Estados Unidos a HAVARD UNIVERSITY ou NEW YORK UNIVERSITY.

Um dos principais estudiosos no assunto o professor Tom Copeland menciona em seu livro de “AVALIAÇÃO DE EMPRESAS” que além de tentar entender  o sobe e desce do valor das ações nas BOLSAS de VALORES; primeiramente precisamos entender como os administradores estão construindo ou destruindo o valor de uma empresa em seus fundamentos.

Já outro autor de renome internacional Aswath Damodaranem suas pesquisas estuda os fundamentos comportamentais dos “ATIVOS” também na utilização plena de indicadores financeiros visando projetar o valor deste ativo no mercado de capitias “bolsa de valores” e identificar se o ativo encontra-se sub ou sobre avaliado nos seus movimentos de “subidas” ou “descidas”.

Ao nosso ponto de vista podemos comentar que a análise grafista é muito simples de ser estudada ou compreendida e como fator positivo procura avaliar o “sentimento” os acionistas na valorização ou desvalorização da ação (ativo).

Já na análise fundamentalista tem como fator positivo a aplicabilidade dos conceitos acadêmicos em entender “como” os administradores estão construindo valor para os acionistas, e para atingir este objetivo de leitura do mercado é indispensável o árduo estudo em conhecer os indicadores financeiros e como eles se interligam entre si no propósito de capturar o “DNA” da empresa, antes de comprar ou vender uma determinada ação.

Em finanças temos os indicadores financeiros e os indicadores da gestão econômica:

a) Os indicadores financeiros: procura estudar a empresa em si e os reflexos das decisões estratégicas na estrutura patrimonial e dai destacam-se os amplamente conhecidos tais como: Indicadores de estrutura de capital; indicadores de liquidez, indicadores de rentabilidade; indicadores do ciclo operacional

b) Os indicadores econômicos: correlaciona a empresa com a economia e tem como premissas o desempenha da empresa em relação ao mercado e destacam-se os seguintes indicadores: EVA (economic value adeed); MVA (Market value added); CASHFLOW; taxas de crescimento, taxas de reinvestimento, taxas de perpetuidade, beta, período de crescimento estável e perpetuidade.

Na análise fundamentalista, também temos duas linhas de estudo a análise por meios de múltiplos que podemos chamar de estáticos e uma outra linha de estudo que seria na aplicabilidade dos indicadores financeiros e econômicos na intenção de projetar o valor futuro de uma ação, este último volátil; pois procura capturar os movimentos futuros de um determinado ativo.

Logicamente entre “tapas e beijos” ou entre as “críticas ou virtudes” investidores convivem com valorização ou desvalorização de um determinado “ativo” mas buscar compreender quais são as origens que refletiram nestes movimentos de subidas ou descidas pode decisivo se vale a pena comprar ou vender um determinado ativo “ação”; e neste caso a ANÁLISE FUNDAMENTALISTA, sem sombra de dúvidas contribui com maior propriedade com os investidores do mercado de capitais.

Agradeço a leitura deste paper e nossa intenção foi contribuir com os iniciantes em relação as linhas pensamentos a: técnica e a fundamentalista.

Prof. Alexandre Wander

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