FINANÇAS CORPORATIVAS – o que é?

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Finanças corporativas carrega consigo as evoluções do mundo contemporâneo; por muito tempo a atenção dos empresários estiveram voltadas ao processo de fabricação e atendimento ao cliente mediante as vendas no objetivo de gerar receita a empresa. Porém com o aumento da competitividade decorrente da GLOBALIZAÇÃO; empresas estrangeiras invadiram brutalmente o Brasil e o custo da ineficiência operacional e falhas da gestão dos recursos financeiros pela falta de conhecimento das técnicas de gestão levaram muitas empresas a falência, mesmo atuando num segmento altamente atrativo.

Quando avaliamos os principais eventos que abalaram a humanidade com reflexo ao sistema financeiro; as metodologias da GESTÃO EMPRESARIAL foram evoluindo mediante as pesquisas acadêmicas e se adaptando do objetivo de propor ao mundo empresarial técnicas que possam contribuir ao atual modelo vivido pela sociedade.

Podemos concluir que vivemos num ciclo de acontecimentos históricos e que eles se repetem periodicamente na escala do tempo e aqueles que possuíram conhecimento das técnicas de GESTÃO EMPRESARIAL em cada momento vivido pela humanidade adotarão medidas estratégicas no sentido de administrar os efeitos nocivos a empresa.

Voltando ao túnel do tempo em 1929/30 tivemos um dos maiores abalos mundiais que contaminou o mundo empresarial; naquele momento vivia-se a sede pelo rápido crescimento industrial e o modelo desenvolvido a época foi o modelo de gestão empresarial direcionado a captação de recursos; e assim os investidores foram os holofotes da época; imagina que a sede ao crescimento foi tanta que o valor dos papeis (títulos negociados) descolaram-se do real da valor de geração de riqueza da empresa; ou seja a empresa tinha uma valor de R$ 10,00 e os seus papeis passaram a ser negociados por R$ 100,00.

Como o ágio foi superior ao real valor de criação de riqueza da empresa; costumamos dizer que de vez em quando a música para e aquele que estiver mais distante da cadeira é excluído da brincadeira. A música é o MERCADO e em momentos de CRISE a tendência é que o valor de mercado do título busque o valor real do ATIVO e todo aquele ágio construído se derrete da “noite para o dia”.

Então, após o período do alto crescimento de 1919/30 tivemos a “grande depressão” e a preocupação a época dos acadêmicos voltaram-se ao estudo da liquidez e da solvência empresarial; e diversos indicadores da análise financeira surgiram, tais como: Liquidez corrente, liquidez seca; liquidez imediata entre outros e permanecem como ricas fontes de estudo até o dia de hoje.

Na década de 40 e 50; passada a depressão de 1929 retomou-se o crescimento e investimento; mas agora com um pouco mais de cautela e a empresa passou a ser avaliada como uma APLICADORA DE RECURSOS no objetivo de REMUNERAR ADEQUADAMENTE os seus PROVEDORES DE CAPITAL e a enfase nos INVESTIMENTOS e os modelo desta época foram: Conceitos de Valor Presente líquido, tempo de recuperação de capital (payback); Taxa interna de retorno de um projeto (TIR); entre outros tais como RENTABILIDADE DOS ATIVOS (ROI) e modelos de precificação dos ATIVOS (CAPM) na aplicação da teoria de Keynes com investimento agregado como a preocupação central das nações e das organizações.

No final da década de 50, Modigliani e Miller dão início à  moderna teoria de finanças com estudos sobre a irrelevância da estrutura de capital na linha de pensamento que o valor de um ATIVO não deve ser analisado pela sua estrutura de FINANCIAMENTOS (participação do capital de terceiros provenientes dos Bancos em relação ao capital dos acionistas) e sim no foco em conhecer se o ATIVO é bom o suficiente para gera LUCRO antes das despesas financeiras; pois muitas empresas geram prejuízo NÃO pela falha operacional; mas decorrente de um erro de capitação bancária a um custo superior a rentabilidade da empresa; resumindo: O ATIVO que deve ser analisado NÃO no modelo de como ele é financiado.

Na década de 90, devido a GLOBALIZAÇÃO o mundo passou a conviver com uma cesta de moeda diferenciadas no seu sistema financeiro; imagina uma empresa brasileira que compra matéria prima em dólar, produz internamente em real e vende para um país asiático. Assim surgiram metodologias da proteção cambial tais como: Evolução da gestão de risco com estratégias de derivativos, opções, swaps, hedges etc.

Nos nossos dias estamos vivendo o fortalecimento do mercados de capitais, onde as empresas tem a oportunidade de buscar nas BOLSAS DE VALORES recursos para financiar o seu crescimento e alguns modelos passam a ser necessário as que almejam, tais como: GOVERNANÇA CORPORATIVA; AVALIAÇÃO DO REAL VALOR DE UM ATIVO e entender o pensamento dos acionistas.

Como verificamos os acontecimentos são cíclicos e quando comparamos os períodos os reflexos dos acontecimentos se repetem; quando analisamos abaixo a crise de 1929 e seus efeitos verificamos uma semelhança profunda do a de 2008

  • Insuficiência de demanda agregada
  • Não transferência para os salários dos ganhos de produtividade
  • Excessiva e crescente concentração da renda nacional (5% dos mais ricos, em 1919, apropriavam 24% da riqueza nacional; este número elevou-se para 33,5% em 1929)
  • Excesso de poupança aplicada em papéis
  • Febre especulativa
  • Perda de prudência no negócios

 

Um bom estudo

Prof. Alexandre Wander

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