Inicio perguntando aos atuais e futuros líderes se a “Valorização Social dos Colaboradores” (liderados) é um ‘meio’ ou se a mesma se contrapõe a esse ‘fim’ perseguido por muitos: a “Busca insana e predadora de Resultados”?

Acredito que muitas vezes os fins NÃO justificam os meios. O inverso, segundo Maquiavel, indica que para manter o poder (lucros) líderes precisam desenvolver características não éticas, como: a crueldade, a hipocrisia, a concorrência desleal, a ardilosidade, a falsidade, a pressão desumana, etc. (dentro e fora da empresa em que trabalha)…

A ilusão de que a “Era dos Resultados” não possa nos preparar para viver a “Era Emocional” em que já ingressamos, evita a ideia de que é possível gerir uma Empresa que seja, ao mesmo tempo, socialmente humanizada e lucrativa. Ou, que seja um processo GANHA-GANHA-GANHA de curto, médio e longo prazo fundamentado em princípios éticos.

Que tal abrirmo-nos à possibilidade de que a humanização possa ser O diferencial competitivo entre as empresas para anteciparmos um futuro que possa se fazer presente?

Para vencermos a inércia costumeira, durante o período de implantação de uma Gestão empresarial humanizada, precisamos quebrar vários paradigmas para obter o resultado buscado. Como esses, por exemplo:

  • “Precisamos aumentar a produtividade a qualquer custo, porque resultados é nossa prioridade”;
  • “Precisamos fazer mais com menos, doa a quem doer. O importante é alcançar nossos objetivos”;
  • “Não temos pessoas suficientes para humanizar e nem temos dinheiro para gastar nisso, agora”.

Se considerarmos que o melhor negócio de uma organização ainda se chama gente, assim como normalmente costuma ser o seu maior patrimônio, poderemos ter gente integrada na organização como “nossa matéria-prima principal”. Esse é um fator primordial na geração de resultados de médio e longo prazo, que possibilita integrar dois Conceitos: uma Empresa Socialmente Humanizada / uma Empresa Lucrativa.

Possuir uma Gestão Organizacional que garanta um bom ambiente de trabalho e, ao mesmo tempo, estimule a participação de todos, em cada etapa ou processo, trará ideias e sugestões de colaboradores e clientes que nos levarão às causas reais, o que poderá evitar diversos efeitos colaterais indesejados, como a evasão deles todos…

Garantir uma economia paralela interna que objetive o crescimento individual e coletivo, através da criação de um ELO entre os colaboradores e a Empresa, deverá transformar as más tendências sazonais do nosso mercado e/ou as fases ruins da economia, em prováveis Oportunidades.

Lembro que no início de 2002 escrevi e publiquei o Artigo “Endomarketing – Uma necessidade premente!”. Nesse Artigo eu afirmava que Profissionais não são “máquinas de repetição/produção”. São, antes e acima de qualquer outra classificação, seres humanos que necessitam ser tratados como tal!

No referido Artigo eu também afirmava que humanizar significa respeitar a dignidade que lhe é intrínseca; significa valorizar sua função; significa dar oportunidade e criar ambiente propício; significa dar o tempo necessário para o desenvolvimento de suas aptidões; significa dialogar no sentido de OUVI-LOS!

Hoje, nesse Artigo, devo repetir que a prática da Humanização precisa ser observada e ampliada, também em nível de continuidade, por profissionais ‘humanizados’ e qualificados que devem estar totalmente focados nesta função. Um bom começo é ter uma área de Endomarketing, ativa, prestigiativa e sempre atuante.

A Ética deve ser o princípio de vida de qualquer organização e assim é na Trade Call Service, empresa em que trabalho, porque entendemos que ética – além de qualquer definição – é ocupar-se com a felicidade pessoal e coletiva; porque entendemos que a empresa que busca somente resultados imediatos é uma empresa suicida!

A Valorização constante do Ser Humano aumenta o lucro das empresas, por diminuir o turnover e elevar a produtividade, e aprimora a qualidade dos serviços prestados por Profissionais felizes.

Pessoas não são meros recursos, são seres com anseios que precisam estar motivados para alcançar os objetivos organizacionais e nunca devem ser pressionados por líderes malformados / mal informados.

Irei encerrar, citando Sérgio Biagi Gregório (Filósofo): a humanização é um processo biológico pelo qual o Homo Sapiens se distingue progressivamente – por mutações e seleção natural – das espécies de que descende. Não confundir com hominização que é o processo caracterizador da evolução dos primatas ao homem. Em se tratando da humanização, podemos dizer que todos nós nascemos homem ou mulher para, depois, nos tornarmos humanos. Esse processo é o prolongamento normativo da hominização. Passar do estado de hominização ao estado de humanização, de acordo com a maioria dos filósofos, é o que todo ser humano deve fazer para o fortalecimento das suas virtudes.

Moracy das Dores é um Mercadólogo reconhecido pelo MEC, especialista em Marketing, Comunicação e Vendas. Atual Consultor de Marketing e Endomarketing da Trade Call Service e consultor parceiro da Gecompany. Escreveu e publicou dois livros: “Para sua vida melhorar, basta saber negociar” e “O Objetivista e a nova forma de ser e de estar no planeta Terra”.

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