Muitos profissionais ascendem à liderança “até por falta de alguém melhor” ou só por que foi necessário preencher um cargo que ficou vago. Outros ascenderam por estarem aptos a liderar, mas quem não se estagnou e/ou se desatualizou?

Boa parte desses líderes sequer foi qualificada para exercer a função que assumiu, apenas recebeu as instruções básicas de rotina. O pior é constatar, nos dois casos acima citados, que eles nem costumam ser alvo de reciclagens.

Todo e qualquer processo de declínio acontece de forma gradual e quase que imperceptível, como se fosse “uma doença silenciosa” (diabetes, anemia, etc.). Mas, quando se manifesta, o caos se apresenta (AVC, infarto, câncer ou…?).

UM CEO PRECISA CONCILIAR SEU PREPARO COM O DESPREPARO DOS SEUS LÍDERES?

Sim, porque quando uma cadeia de eventos negativos pode deflagrar uma crise não esperada, quem realmente sofre nessa hora é o CEO, posto que o mesmo esteja ocupado tentando cumprir as inúmeras atividades políticas e corporativas que precisam ser cumpridas. Ou seja, ele não deve sofrer gols quando sai para marcar gols no ataque!

INVESTIGAR CULPAS E CULPADOS OU APAGAR O INCÊNDIO?

Como só cabe aos bombeiros apagar incêndios e como só cabe ao investigador investigar, ao CEO só caberia exercer as funções do seu cargo (planejar, formular, implantar e fiscalizar a macro política para poder dirigir a corporação). Notem que usei o verbo no condicional (só caberia), mas – na prática – “ele sempre precisa apagar incêndios”.

Supondo que a empresa sobreviveu à crise (infarto ou AVC ou _____), supondo que se passou a entender que um bom CEO sempre precisa delegar responsabilidades ao escalão sênior, apesar de ser o responsável por tudo o que sucede, o escalão ‘sênior’ deverá prioritariamente ser reformulado, em nível de qualificação e atualização!

Cada escalão de liderança precisa fazer o mesmo ao escalão imediatamente inferior, porque o melhor diagnóstico de que isso é necessário passa pelo reconhecimento da existência de uma crise que o leve a acionar as mudanças já!

Claro que a hierarquia, assim como os níveis hierárquicos, deveria ser um bem necessário. Deveria funcionar como uma orquestra bem afinada, porque lá há um responsável pela percussão, outro pelas cordas, outro pelos metais…

A hierarquia deveria ser exercida por pessoas afinadas, generosas e predispostas a melhorar o ambiente de trabalho até a superação dos resultados. Mas, reconhecer líderes assim dotados, é um desafio enorme na prática do dia-a-dia.

FAZER-O-QUÊ, ENTÃO?

Sair da Zona de Conforto já é um bom começo, porque cada líder precisa trabalhar para definir a si próprio o que entende como ‘superação’. Após checar suas conclusões com o CEO e/ou seu líder imediato, basta criar diferentes discursos motivacionais calcados em depoimentos inspiradores e ministrá-los, periodicamente, aos seus liderados.

Líderes eficazes constantemente necessitam trabalhar para identificar o nível de entendimento dos profissionais que estão sob sua responsabilidade, com o foco de sanar suas dúvidas e nortear o dia-a-dia dos Colaboradores.

Importante saber qual é a essência das pessoas que estão se destacando em sua equipe ou em sua empresa e promover eventos que possam transformá-las em referenciais do ‘como’ e do ‘que’ fazer para poder chegar mais longe.

Extrair a essência ou o que motivou que viessem à tona as habilidades e competências de “quem já chegou lá”, é passar a fazer história utilizando histórias pessoais reais, palpáveis e já existentes na própria empresa.

Muitos CEOs que chegaram ao topo e se tornaram referência em seus setores, se posicionaram de forma a serem admirados pela equipe, pela empresa e estão muito além do que se lê sobre eles nas notícias ou livros…

QUAL O MELHOR CAMINHO?

Entender que passou a ser vital ter uma compreensão clara de onde se quer chegar; ser um visionário que acredita no próprio potencial e no potencial existente em cada indivíduo de sua equipe; manter a humildade que adquiriu nas árduas batalhas que enfrentou para “chegar lá”, ao invés de se endurecer pelas pedras encontradas nesse caminho.

Fazer com que todas as áreas de empresa se comprometam a dar informações precisas, em nível estratégico, íntegras e livres de interesses pessoais, que permitam criar e sustentar um plano de curto, médio e longo prazo que, além de aliviar a realidade presente, seja um norte para um futuro que garanta uma estabilidade duradoura.

Seguir o caminho, já accessível, que citei no Prefácio desse livro: caminhar pelo ‘simples’ e por caminhos outrora trilhados por Grandes Mestres da Filosofia Ancestral. Quem aceitar testar esses caminhos no seu dia-a-dia poderá comprovar a eficácia da aplicação desses ensinamentos herdados. E, provavelmente, em curto espaço de tempo, deverá transcender da condição de homem comum à condição de Ser Humano Incomum…

Moracy das Dores é um Mercadólogo reconhecido pelo MEC, especialista em Marketing, Comunicação e Vendas. Atual Consultor de Marketing e Endomarketing da Trade Call Service. Escreveu e publicou dois livros: “Para sua vida melhorar, basta saber negociar” e “O Objetivista e a nova forma de ser e de estar no planeta Terra”.

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