O desenvolvimento das corporações e o despertar da Governança Corporativa

A transição para o capitalismo sustentável será uma das mais complexas revoluções que a nossa espécie já vivenciou. Estamos embarcando em uma revolução de cultura global, que tem como epicentro a sustentabilidade. Ela tem a ver com  valores, mercados, transparência, ciclo de vida de tecnologias e produtos e tensões entre o longo e curto prazo. E as empresas, mais que governos ou outras organizações estarão no comando destas revoluções. Um comando que se exercerá pelos princípios da governança corporativa. John Elikington

A governança tem seus princípios sólidos , definidos a partir de princípios éticos aplicado na condução dos negócios. Seu desenvolvimento e sua afirmação têm razões micro e macroeconômicas. E sua sustentação já se estabeleceu não só pelos princípios e razões que se encontram em suas origens, mas também pelos institutos legais e marcos regulatórios que envolvem os processos de gestão e que, cada vez mais, aperfeiçoam-se com base nos valores que regem a boa governança corporativa.

O fortalecimento e a necessidade da governança corporativa teve como ponto de partida as crises dos EUA em 2002 e 2008; onde diretores de grandes empresas cometeram crimes contra o mercado de capitais; a partir de então o triple da Governança corporativa intensificou ainda mais este modelo de gestão: é de suma importância o estudo e compreensão da LEI SARBANES (SOX); PRINCÍPIOS DA OCDE e do CADBURY REPORT; pois as empresas brasileiras que possuem ações nas bolsas dos EUA; diretamente seus administradores passam a enquadra-se aos crimes contra o mercado de capital. (assista abaixo o vídeo sobre a crise dos EUA).

As crises financeiras assim como as epidemias (doenças); de tempo em tempo se repetem; quando compararmos a crise de 1929 com a crise de 2002 e 2008 são idênticas; e isto ajuda quem procura estudá-la a entender a atual crise de 2015 que estamos vivendo no Brasil.

Organizações multilaterais, como a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o fundo monetário internacional e o Banco mundial entre outras veem nos princípios da Governança Corporativa uma base sólida para o crescimento econômico e para a integração global dos mercados. E reconhecem que as boas práticas são fundamentais para o controle dos riscos dos investimentos nas empresas abertas – especialmente os decorrentes do ambiente competitivo de negócio em que as empresas operam, dos processos de gestão dos seus ativos físicos, financeiros e intangíveis e dos associáveis a qualidade das informações que orientam e que sustentam as decisões dos investidores e das responsabilidade e penalidades aplicáveis aos gestores em caso de corrupção e crimes contra o mercado de capitais.

Em síntese para o G8: ” a governança corporativa é um dos mais novos e importantes pilares da arquitetura econômica global”. e para o OCDE: “a governança corporativa é um dos instrumentos determinantes do desenvolvimento sustentável, em suas três dimensões: a econômica, a ambiental e a social no objetivo de proteger os interesses dos investidores (acionistas).

Destacamos abaixo as razões de ser do despertar da governança corporativa:

1) A formação, o desenvolvimento e a evolução do capitalismo e do mundo corporativo;

2) O gigantismo e o poder das corporações;

3) A dispersão do capital de controle;

4) O divórcio entre a propriedade e a gestão;

5) Os conflitos e os custos da diluição do controle e da ascensão dos gestores como as novas figuras que se estabeleceram no topo do mundo corporativo;

6) Conflito de interesses dos gestores em relação a proteção do capital investido pelos acionistas; que os gestores priorizam seu ganho de curto prazo (salário) em relação a perenidade da empresa.

Assim o assunto é amplo e atual e consideramos que todo executivo de empresas que atuam no mercado de capitais ( bolsa de valores) deveriam estudar com profundidade o tema, tomando conhecimento deste novo modelo de gerenciamento; para que não venham alegar ignorância e que na aplicabilidade da lei (principalmente os princípios da lei sarbanes) não sofram sérias penalidades por atos isolados que venham a comprometer ou interferir nos anseios dos acionistas.

O material anexo apresenta os códigos das melhores práticas da GOVERNANÇA CORPORATIVA segundo o IBGC (instituto brasileiro de governança corporativa). O IBGC, organização sem fins lucrativos, é a principal referência do Brasil para o desenvolvimento das melhores práticas de Governança Corporativa.

O IBGC promove palestras, fóruns, conferências, treinamentos e networking entre profissionais, além de produzir publicações e pesquisas. O Instituto conta, ainda, com o Programa de Certificação para Conselheiros de Administração e Conselheiros Fiscais, que permite ao participante adquirir mais conhecimento sobre um conjunto de temas necessários para seu bom desempenho dentro das organizações. Ao obter essa certificação, o conselheiro passa a integrar o Banco de Conselheiros Certificados do IBGC.

Um bom estudo

Prof. Alexandre Wander

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