Iniciamos um trabalho para avaliarmos a resistência das ações que compõe carteira teórica da BOVESPA versus o impacto da crise COVID-19.  A exemplo do trabalho que está sendo desenvolvido por Aswath Damoradan, professor da Stern School of Business, na Universidade de New York, porém numa amplitude muito maior do que a nossa, pois lá o nosso “guru” compara o comportamento de um mercado maturado e sua relação com o mundo acionário.

Na verdade, ao nosso limite o que pretendemos é acompanhar o desempenho da BOVESPA e das empresas que compõe a “carteira teórica” das ações da BOVESPA em avaliar a resistência das empresas brasileiras frente daquela que está sendo intitulada com a maior crise dos últimos 100 anos.

Ao que percebemos, Damodaran estará avaliando o comportamento das empresas “velhas” em relação as empresas de alto crescimento as “jovens empresas”, na linha de pensamento de que, assim como a pandemia ataca com maior força as pessoas de maior idade em relação as mais jovens. Ou seja, aquelas empresas que pararam no tempo e não investiram em novas tecnologias sofrerão um forte impacto da crise financeira atual.

Porém, no Brasil com tudo é muito novo; o brasileiro ainda é imaturo para possuir um pleno conhecimento do comportamento do mercado de ações, também faço parte desta turma; pois investir na BOLSA DE VALORES para nós é tudo muito novo, e nossa cultura ainda não está ao nível de competir com os grandes investidores do mercado.

Temos uma terrível desvantagem que além do conhecimento , é a questão do fuso horário, pois enquanto estamos “dormindo” já é dia na Asia e parte dos EUA. Ou seja, para fazermos frente ao pessoal de lá nos investimentos de curto prazo, temos que pensar um dia antes deles. 

Bom se lá, o Damodaran estará avaliando as empresas Velhas e Jovens e isto se justifica pelo tempo que os “caras” de lá já estão experientes neste negócio de Bolsa de Valor; nós de cá estaremos aviando o comportamento das empresas: Alavancadas e não alavancadas.



Ou seja, o quanto as empresas que optaram em promover um crescimento rápido e anteciparam seu futuro ao presente contraindo “dívidas” para bancar projetos de crescimento e que tais empresas teriam recursos financeiros para “bancar” este crescimento somente daqui a 5, 10 ou 15 anos e recorreram a FINANCIAMENTO BANCÁRIOS, muitas delas em dólar, para efetuar investimento em construções, máquinas e equipamentos, justamente num período, decorrente da crise o BANCO CENTRAL publica que o PIB (produto interno bruto) para o ano de 2020 terá uma retração de 6% e as taxas de juros (SELIC) a 2,5%.

Na verdade, alguns jovens investidores ganharam muito dinheiro investido suas economias na BOLSA e entraram num momento oportuno, onde a BOVESPA estava com seus 10.000 pontos e não precisou de muito esforço para acumular riqueza, visto que atualmente a BOVESPA encontra-se em 90.000 mil pontos. Mas quando ouvimos as recomendações destes jovens investidores, sinceramente sinto “paura”; pois hora eles dizem categoricamente que a BOLSA irá para seus 200.000 mil ou 300.000 mil pontos; e quando inicia uma crise mundial aparecem novamente dizendo que o Brasil está na rota de um grande colisão, pregando o FIM DO BRASIL, e por incrível que pareça em menos de um mês após soltarem a horrenda notícia, surgem novamente dizendo possuir uma recomendação de última instância e que vai enriquecer a muitos. Ai que medo, sinceramente ouvindo tudo isto, fico cada vez mais fã da análise fundamentalista.

E você, leitor deste paper, qual o teu parecer, devo investir ou não? 

Bom, após anos de estudo sobre tendência e mercado e análise fundamentalista, resolvemos acompanhar mais de perto a relação dos FUNDAMENTOS das EMPRESAS com o sobe e desce dos valores das ações na BOLSA DE VALOR.

Na verdade como comenta Damoradan no seu estudo da COVID-19 nos EUA e olhando ao mundo; é que o medo e a ganância são forçar de duelo em marcadores financeiros e especialmente em períodos de incerteza eles se movem em direção opostas, causando oscilações selvagens no mercado financeiro e neste momento de tamanha incerteza é complicado a previsão de quanto tempo iremos conviver com os reflexos da COVID-19, se meses e até mesmo anos.

Nos EUA, surgiu, após a abertura gradual na tentativa da retomada a vida pré-crise, um otimismo e desejo que tudo tenha ficado para traz e as bolsas de lá subiram numa média de 5% e por sua vez a BOVESPA em 10% (vide quadro abaixo), e foi o suficiente para os recomendadores de “apostas” tirar o disco do pessimismo e colocar o disco da “valsa romântica”.

Porém quando avaliamos, o que fez a BOVESPA subir tanto 10% numa semana, fomos olhar o conteúdo desta evolução percentual e nos departamos com o seguinte cenário: A CVC viagens teve uma valorização de 36%, as empresas aéreas valorização de 51% a Gol e Azul em 49%, a Embraer em 22%, a Via Varejo 41% e dai com os meus botões me pergunto: Parece que tem algo errado nisto dai. Os EUA cresce 5% na média e a BOVESPA 10,12% movida, principalmente por empresas de viagens, num momento de restrição e do dizer “não saia de casa”. Parece que tem uma especulação para que o “aprendiz” brasileiro retome com tudo na BOLSA e depois “page” novamente o preço da má informação e orientação.

Fica esperto, tudo que se ganha fácil, também se perde fácil, o importante é ter conteúdo e pensar, como dizia minha professora: pensar dói e requer sair da zona de conforto.

Te convido, avalie o quadro abaixo e tendo um tempo, estaremos realizando e te convido a participar das nossas “lives” e vamos discutir o comportamento FUNDAMENTALISTA das principais empresas da BOVESPA e valor relacionar com o mercado mundial e as projeções do BANCO CENTRAL.

Tendo interesse, acesse o link e inscreva-se no nosso canal do youtube, no nosso site você também terá as noticias de comportamento das principais empresas da BOLSA e data das realizações das “lives”.  Venha conosco e compartilhe com seus amigos e vamos nos aprofundar no entendimento das tendências do mercado acionário.

https://www.youtube.com/channel/UCCah1ZcMIk87PEv53wdYBqw

Bom, agora que você já se inscreveu ao nosso canal do youtube através do link acima, avalie o quadro abaixo:

Mas leve em consideração o risco sistemático e o risco não sistemático.

Nos próximos trabalhos estaremos correlacionando o sentimento do mercado com o “real desempenho” de algumas empresas da BOVESPA. Acompanhe tudo isto através do nosso site acessando o link: EDUCACIONAL / NOTICIAS

http://www.gecompany.com.br/categoria/educacional/noticias/

Toda sexta-feira as 10 horas estamos efetuando uma Live sobre: Construindo e mantendo o teu patrimônio. Fique por dentro e efetue teu cadastro no nosso canal do youtube (Gecompany)

Alexandre Wander

Mestre em controladoria (PUC-SP), participou do programa de doutorado da USP-SP na disciplina de AVALIAÇÃO DE EMPRESAS e também sou professor e coordenador nos cursos de Pós Gradução e MBA da FAAP e professor docente titular da UNIP.

 

 

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